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29-12-2025
Sectores culturais assumem protagonismo na mudança climática e ambiental

O relatório Creative shifts: empowering culture for sustainable living, elaborado por especialistas europeus nas áreas da Cultura e do Ambiente, sublinha o contributo crescente dos sectores culturais e criativos para a transição ecológica e para a promoção de modos de vida mais sustentáveis.

Embora, à semelhança de outros sectores, as actividades culturais e criativas tenham impacto ambiental, o relatório destaca a sua posição singular enquanto motores de mudança sistémica. Através da narrativa, da imaginação e da influência comportamental, a cultura tem a capacidade de moldar percepções, estimular a reflexão crítica e promover transformações profundas nos hábitos individuais e colectivos.

Ao reunir e analisar boas práticas desenvolvidas em vários países europeus, o estudo demonstra que os sectores culturais e criativos já estão a implementar medidas concretas para reduzir a sua pegada ambiental. Entre os exemplos destacados encontram-se iniciativas de poupança energética, estratégias de adaptação às alterações climáticas, práticas circulares, bem como soluções de mobilidade mais sustentável.

O relatório reconhece, contudo, que a diversidade de actividades, competências, contextos e meios de expressão que caracteriza os sectores culturais e criativos implica desafios distintos na adopção de práticas verdes. Neste contexto, é sublinhado o papel fundamental dos decisores políticos, que podem apoiar esta transição através de orientações claras, instrumentos financeiros adequados e enquadramentos regulatórios eficazes.

Entre as principais recomendações apresentadas no relatório estão a utilização mais eficaz de ferramentas e dados já existentes para apoiar decisões informadas, o reforço da escala e replicabilidade de boas práticas no terreno, e o estímulo ao sector cultural e criativo através de políticas públicas e acção institucional. O documento aponta ainda para a importância de ampliar os mecanismos de partilha de conhecimento e de integrar de forma transversal a cultura nas estratégias nacionais e europeias de acção climática.

Para aceder ao relatório, clique aqui.

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